Central de Interpretação de Libras do DF: como a articulação de Michel Platini deram origem a um dos maiores avanços em acessibilidade para a comunidade surda do DF

A história da Central de Interpretação de Libras do Distrito Federal (CIL/DF) não começa dentro do governo. Ela nasce do movimento social, da militância cotidiana e da visão estratégica de um ativista que há décadas atua para transformar o DF em um território mais inclusivo: Michel Platini. Michel Platini idealizou, articulou e conduziu a proposta que deu origem à Central, hoje um serviço essencial para a comunicação e o acesso a direitos de pessoas surdas em todo o Distrito Federal.
A semente do projeto foi plantada quando Michel Platini visitou a Reatech, em São Paulo, uma das maiores feiras de acessibilidade e inclusão da América Latina. Lá, ele conheceu a Central de Tradução paulista, um modelo pioneiro que conectava intérpretes de Libras a serviços públicos para mediar atendimentos. Ao identificar o impacto transformador daquele serviço, Michel Platini tomou uma decisão que mudaria a história da acessibilidade no DF: levar a ideia para Brasília e transformá-la em política pública.
De volta ao Distrito Federal, Platini apresentou a proposta ao então secretário de Justiça do DF, Raimundo Ribeiro, durante o governo José Roberto Arruda. À época, Michel Platini presidia o Fórum Permanente de Apoio e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência do DF e Entorno (FAPED) espaço que desempenhava papel fundamental na construção de políticas públicas e que despachava mensalmente com o secretário de Justiça. Foi nesse canal institucional que Platini liderou, com firmeza a articulação para que a Central fosse implementada.
Sua atuação foi decisiva. Além de apresentar o projeto, Michel Platini construiu pontes, mobilizou lideranças e garantiu que o movimento social estivesse no centro da formulação. A proposta foi fortalecida com o apoio da Associação dos Profissionais Intérpretes de Língua de Sinais do DF (APIL), que somou sua expertise à mobilização conduzida por Platini.
A reivindicação despontou justamente próxima ao período em que o Brasil celebra o reconhecimento oficial da Libras, instituído pela Lei nº 10.436/2002, um simbolismo que Michel Platini utilizou de maneira estratégica para impulsionar o anúncio público. E funcionou: o então secretário de Justiça divulgou a criação da Central no telejornal Bom Dia DF, marcando um momento histórico para a comunidade surda.
A primeira sede da Central foi instalada na Estação 114 Sul do Metrô, na antiga Praça do Cidadão, onde se concentravam serviços voltados à pessoas com deficiência. A equipe inicial, composta por intérpretes nomeados em cargos comissionados, passou a garantir acessibilidade comunicacional em atendimentos públicos essenciais, exatamente o propósito defendido por Michel Platini desde o início: assegurar que pessoas surdas tivessem acesso pleno à cidadania, sem barreiras linguísticas.
Anos depois, a Central continua ativa, agora na Estação 112 Sul, e ampliou sua estrutura: hoje oferece também atendimento 24 horas online, permitindo que a comunidade surda conte com suporte imediato em qualquer situação.
A trajetória da Central de Interpretação de Libras do DF é, acima de tudo, a trajetória de uma construção coletiva liderada com coragem e visão por Michel Platini. Seu protagonismo transformou uma ideia vista em outra cidade em um equipamento público que mudou e segue mudando a vida de milhares de pessoas. É um capítulo que reafirma seu papel como uma das principais lideranças do DF na promoção dos direitos das pessoas com deficiência, da acessibilidade e da inclusão.
