Noticias https://michelplatinidf.com.br Mon, 22 Dec 2025 20:24:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://michelplatinidf.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cropped-logo-michel-2-32x32.png Noticias https://michelplatinidf.com.br 32 32 Quando a acessibilidade virou voz: a sustentação histórica que mudou o curso de um processo no DF https://michelplatinidf.com.br/quando-a-acessibilidade-virou-voz-a-sustentacao-historica-que-mudou-o-curso-de-um-processo-no-df/ Mon, 22 Dec 2025 15:55:21 +0000 https://michelplatinidf.com.br/?p=334 Em 2017, um episódio marcou de forma definitiva a luta por acessibilidade e pelos direitos das pessoas surdas no Distrito Federal. À época presidente do Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Michel Platini formalizou denúncia pela ausência de intérpretes de Libras nos serviços públicos do DF, apontando a negligência sistemática do Estado na garantia do direito à comunicação.

A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público de Contas, diante de indícios de que o procedimento que investigava a responsabilidade do Governo do Distrito Federal poderia ser arquivado sem a adoção de providências efetivas. Para impedir o silenciamento institucional, Michel Platini e Carlos Augusto, ativista e homem surdo, solicitaram conjuntamente a inscrição para realização de sustentação oral no processo em trâmite no Tribunal de Contas do Distrito Federal.

A iniciativa já representava um gesto político contundente: levar à tribuna de um órgão de controle um sujeito historicamente excluído do direito à fala institucional. No entanto, o próprio Tribunal não contava com intérpretes de Libras. Carlos iniciou sua sustentação em Libras, foi interrompido pela ausência de condições mínimas de acessibilidade e, diante da impossibilidade de comunicação, ergueu um cartaz com a frase: “Eu sou surdo e preciso de intérprete de Libras”.

Diante da cena, Michel Platini subiu à tribuna e assumiu a função de intérprete, tornando-se a voz de Carlos naquele espaço. Traduzindo sua fala, Michel comunicou ao plenário que Carlos não nasceu surdo, mas adquiriu a surdez após uma meningite e que, a partir desse momento, passou a perder direitos básicos em razão da ausência de comunicação em Libras nos órgãos e serviços do governo.

A sustentação conjunta expôs, de forma incontestável, que a exclusão não estava na deficiência, mas na omissão do Estado. O impacto foi imediato. O Tribunal decidiu não arquivar o procedimento e instaurar sindicância para apurar a negligência do GDF quanto à oferta de intérpretes de Libras.

Naquele dia, Michel Platini e Carlos Augusto realizaram uma sustentação histórica, registrando o primeiro momento em que um ativista surdo e um intérprete de Libras ocuparam a tribuna do Tribunal de Contas do DF, alterando o rumo de um processo institucional e afirmando que acessibilidade não é favor, é direito humano.

O episódio tornou-se símbolo de uma atuação comprometida com a justiça social, a escuta ativa e a centralidade das pessoas diretamente afetadas pelas decisões do Estado. Quando a acessibilidade virou voz, o processo mudou — e a história também.

]]>
Quando o improviso vira violação de direitos: a denúncia sobre as Escolas Parque no DF https://michelplatinidf.com.br/quando-o-improviso-vira-violacao-de-direitos-a-denuncia-sobre-as-escolas-parque-no-df/ Mon, 22 Dec 2025 15:39:57 +0000 https://michelplatinidf.com.br/?p=327 A denúncia sobre o funcionamento improvisado das Escolas Parque do Distrito Federal, que ganhou repercussão na imprensa, foi resultado direto de um processo institucional de fiscalização e defesa de direitos humanos. O caso teve origem em diligências realizadas em 2017 pelo Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do DF, em articulação com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

À época, Michel Platini, então presidente do Conselho, participou ativamente das visitas técnicas realizadas em escolas parque e escolas classe do Plano Piloto e regiões administrativas. As diligências tiveram como objetivo averiguar os impactos da implementação do Programa Novo Mais Educação, adotado pelo Governo do Distrito Federal sem diálogo prévio com educadores, famílias e comunidades escolares.

O relatório produzido a partir dessas visitas revelou um quadro preocupante. Crianças submetidas a jornadas de até dez horas diárias sem estrutura adequada para descanso, alimentação servida em pátios improvisados, ausência de refeitórios, déficit de colchonetes, transporte insuficiente, uso recorrente de alimentos ultraprocessados e queda significativa no rendimento escolar. Em diversas unidades, professores relataram exaustão física e emocional das crianças, dificuldade de aprendizagem e desorganização pedagógica

Outro dado grave apontado no relatório foi o impacto social da política adotada: estima-se que mais de seis mil estudantes tenham sido excluídos do acesso às Escolas Parque, contrariando o princípio constitucional da igualdade de condições para acesso e permanência na escola. O documento também destacou a ausência de audiências públicas, consultas à comunidade escolar e planejamento interinstitucional, ferindo os princípios da gestão democrática da educação pública.

Como presidente do Conselho, Michel Platini denunciou publicamente que educação integral não pode significar sobrecarga, improviso ou violação de direitos. Para ele, a política educacional precisa ser construída com escuta, planejamento e centralidade na criança, e não como solução administrativa imposta de cima para baixo.

O relatório foi encaminhado ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, com recomendações formais para adequação da estrutura, melhoria do transporte, garantia de alimentação adequada, ampliação do atendimento e retomada do diálogo com a comunidade escolar

A matéria jornalística que denunciou o funcionamento improvisado das Escolas Parque foi, portanto, desdobramento direto dessa atuação institucional. Ela deu visibilidade pública a um problema já documentado, denunciado e fundamentado tecnicamente, reafirmando o papel dos conselhos de direitos humanos como instrumentos de controle social e defesa da dignidade.

A atuação de Michel Platini nesse episódio integra uma trajetória marcada pela defesa da educação como direito humano fundamental. Uma educação que não pode ser tratada como improviso, nem reduzida a números ou soluções emergenciais, mas que deve garantir cuidado, aprendizagem, participação social e respeito às crianças, às famílias e aos profissionais da educação.

]]>
Natal da Família LGBT+: iniciativas lideradas por Michel Platini fortalecem uma tradição histórica de acolhimento e cuidado https://michelplatinidf.com.br/natal-da-familia-lgbt-iniciativas-lideradas-por-michel-platini-fortalecem-uma-tradicao-historica-de-acolhimento-e-cuidado/ Mon, 22 Dec 2025 14:15:34 +0000 https://michelplatinidf.com.br/?p=320 O ativista Michel Platini esteve à frente, neste ano, da articulação e da realização do Natal da Família LGBT+, iniciativa realizada na Cidade Ocidental (GO) e na Catedral Anglicana de Brasília. A ação, construída a partir do trabalho do Estruturação – Grupo LGBT de Brasília e do Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos (CentroDH), reafirma o compromisso do ativista com o fortalecimento de redes comunitárias de acolhimento, cuidado coletivo e promoção da dignidade da população LGBTQIA+.


A partir deste ano, a tradicional Ceia de Natal Solidária LGBT+ passou a se chamar Natal da Família LGBT+, mudança que explicita o sentido político e afetivo da iniciativa. Criada nos anos 1990 pelo Grupo Estruturação, a ceia surgiu como resposta direta à rejeição familiar vivida por muitas pessoas da comunidade, especialmente em um período do ano marcado pela centralidade da família tradicional. Ao longo das décadas, a iniciativa se consolidou como um espaço de encontro, pertencimento e reconstrução de vínculos.


Sob a liderança de Michel Platini, o Natal da Família LGBT+ foi retomado e fortalecido, ampliando parcerias e reafirmando seu caráter de ação contínua de direitos humanos. Em 2025, as celebrações foram organizadas em parceria com a Catedral Anglicana de Brasília e contaram, na Cidade Ocidental, com o apoio da Prefeitura Municipal, além do apoio do Distrito Drag, da Sauna Soho, do Sindicato dos Professores e de doadoras e doadores individuais.


A atuação de Michel Platini se insere no esforço de garantir que iniciativas históricas do movimento LGBTQIA+ não apenas sejam preservadas, mas também atualizadas e fortalecidas diante dos desafios contemporâneos. Para o ativista, liderar o Natal da Família LGBT+ é reafirmar que o enfrentamento à LGBTQIAfobia também passa pela criação de espaços seguros de convivência, onde o afeto, a escuta e o cuidado sejam práticas políticas concretas.


As edições realizadas reuniram voluntárias e voluntários, lideranças comunitárias, artistas LGBTQIA+ e apoiadores em um ambiente marcado pela solidariedade e pela celebração da vida. A articulação entre sociedade civil, poder público local e instituições religiosas comprometidas com os direitos humanos reflete uma característica central da atuação de Michel Platini: a construção de alianças amplas para promover inclusão, dignidade e justiça social.


O Natal da Família LGBT+ integra um conjunto mais amplo de iniciativas lideradas por Michel Platini ao longo de sua trajetória como ativista, marcada pela defesa dos direitos civis, pelo fortalecimento da organização comunitária e pela aposta em políticas de cuidado como resposta às violências estruturais. Ao assumir a liderança dessa ação histórica, Michel contribui para que ela siga viva, atual e conectada às necessidades reais da população LGBTQIA+.


Celebrar o Natal em comunidade é, também, um ato de resistência.

]]>
Justiça para mulheres trans no sistema prisional do DF https://michelplatinidf.com.br/justica-para-mulheres-trans-no-sistema-prisional-do-df/ Tue, 02 Dec 2025 18:44:53 +0000 https://michelplatinidf.com.br/?p=300 A defesa dos direitos humanos de pessoas trans privadas de liberdade no Distrito Federal possui um marco fundamental na atuação do ativista Michel Platini. Em conjunto com os advogados Bruno Carvalho e Anderson Cavichioli, Michel ingressou com habeas corpus que garantaram a transferência de mulheres trans que estavam ilegalmente custodiadas em alas masculinas, submetidas a risco extremo, violência e violações de direitos básicos. Esses casos, amplamente noticiados, revelaram situações de abusos, agressões e exposição sistemática dessas mulheres à tortura psicológica e física, como registrado em decisões e reportagens da época.

A mobilização ocorrida entre 2017 e 2021 evidenciou a urgência de medidas concretas para assegurar que mulheres trans fossem acolhidas em unidades femininas, conforme sua identidade de gênero, e tivessem garantido acesso à saúde, proteção e respeito. Em diversos momentos, familiares e organizações denunciaram o quadro de violações no sistema prisional, o que reforçou a necessidade de ações jurídicas imediatas. A luta de Michel Platini contribuiu diretamente para que o tema ganhasse visibilidade pública e para que autoridades judiciárias e governamentais fossem pressionadas a cumprir normas de proteção.

A conquista desses habeas corpus também dialoga com normas mais recentes e avançadas sobre o tratamento de pessoas LGBTQIA+ privadas de liberdade, como a Resolução nº 1, de 9 de março de 2018, do Distrito Federal, que estabelece parâmetros para garantir dignidade, segurança e respeito à identidade de gênero nos estabelecimentos prisionais. Essa normativa orienta sobre celas específicas, procedimentos de acolhimento, preservação da integridade física, acesso à saúde e o direito de serem chamadas pelo nome social.

A atuação de Michel Platini e de toda a rede de advogados e ativistas representou um marco na defesa das pessoas trans encarceradas, abrindo caminho para mudanças institucionais e ampliando o compromisso com uma política prisional que respeite a vida, a identidade e a dignidade humana. Cada vitória judicial representou não apenas a proteção individual de mulheres trans, mas também o avanço necessário para que o sistema prisional reconheça e garanta direitos historicamente negados.

]]>
Legado em Movimento: Força LGBTQIA+ na Construção de 2026 https://michelplatinidf.com.br/legado-em-movimento-forca-lgbtqia-na-construcao-de-2026/ Sat, 18 Oct 2025 18:44:20 +0000 https://michelplatinidf.com.br/?p=176 No último dia 15 de outubro, o Birosca, localizado no Conic, foi palco do ato de filiação de Michel Platini ao PSOL. O evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre lideranças políticas e sociais de diferentes segmentos, incluindo pessoas com deficiência, LGBTQIA+, mulheres e negros e fortee presença da juventude. Estiveram presentes figuras como Thabata Pimenta, primeira vereadora trans de Natal-RN, Thamirys Nunes, fundadora do coletivo Minha Criança Trans Existe, além de personalidades políticas como a deputada federal do PT, Erika Kokay, o deputado distrital do PSOL, Fábio Félix, a ex-deputada Maninha, a presidenta nacional do PSOL, Paula Coradi, o deputado federal Paulo Lemos, do PSOL do Amapá, o deputado distrital do PSOL, Max Maciel, o dirigente Toninho do PSOL-DF, e Ricardo Capelli, presidente da ABDI.

A deputada Erika Kokay ressaltou a importância de Michel Platini na luta pelos direitos humanos, destacando que há muitos anos caminha ao seu lado e conhece de perto seu compromisso e dedicação às inúmeras lutas em defesa das reivindicações povo de Brasília. As falas de Fábio Félix e de Maninha marcaram o evento. Fábio anunciou sua pré-candidatura à Câmara Federal, enquanto Maninha declarou que não disputará novas eleições, reafirmando que apoiará Michel Platini como pré-candidato a deputado distrital.

No ato, Platini reiterou sua disposição em participar intensamente do debate político no Distrito Federal.
Com emoção, recebeu o apoio público de sua mãe, que sempre o apoiou em suas lutas, bem como das irmãs de Erika Kokay e do pai do deputado Fábio Félix, também presentes. O encontro foi marcado pela reafirmação de seus compromissos coletivos com vários setores dos movimentos sociais e pela celebração de um novo momento em sua militância política.

]]>